12/12/08
O MST e a agricultura
O movimento sem terra, que para alguns é classificado como um movimento revolucionário inspirado na teoria marxista e, para outros, é um movimento organizado com interesses políticos, supostamente para obtenção de caixa 2.
Há muitos anos este grupo reivindica a posse de terras improdutivas, direito assegurado pela constituição, apesar que em muitos casos este fato não foi considerado para realizar invasões. O dinheiro para manutenção de assentamentos e invasões provém do governo, que financia o grupo, fato este, crescente desde 2003.
A agropecuária corresponde entre 20% e 25% do PIB no país e segundo dados estatísticos, a produção brasileira aumenta cada ano. O responsável por este aumento são os latifúndios e grandes áreas de terra cultivada com cana-de-açúcar.
A maioria dos produtores do setor primário brasileiro, ainda está concentrada nos pequenos e médios agricultores, que desde a década de 90 enfrenta dificuldades no campo, para produzir e para vender seus produtos. A atual economia elevou os custos de produção e o preço de venda não se atualiza na mesma proporção. Para agravar, esta categoria de agricultor encontra muitas dificuldades de crédito no mercado comprometendo a produção e, consequentemente inviabiliza a continuidade do plantio de vários produtos essenciais ao país, tornando a escassez um agravante para o preço final ao consumidor.
Cada ano, menos agricultores continuam suas atividades pela falta de incentivo, principalmente do governo, o qual libera milhões de reais para o MST e deixa os verdadeiros agricultores em dificuldades, comprometendo toda cadeia de mercado, já que estamos tratando do setor mais importante da economia. Se este cenário não for descontinuado, o futuro da agroindústria brasileira sofrerá conseqüências desastrosas.
criado por mateuspizetta
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