5/11/08

Capitalismo

Sistema econômico-político-social que prioriza os meios de produção e, comercializa esta produção por meio de transações monetárias, fato que se dá a propriedade privada e o livre mercado. Propicia desta forma um aumento de riquezas.
O sistema capitalista teve inicio no século XV e XVI, com as grandes navegações, onde países europeus exploravam as riquezas das colônias: asiáticas, africanas e americanas.
Em uma sociedade capitalista, um indivíduo produz e gera seu próprio patrimônio, pelo próprio esforço.
Primeira fase – A partir do século XVI ao XVIII, formou-se o chamado “capitalismo comercial” ou “pré-capitalismo”, iniciado na era das grandes navegações pela exploração de matérias-primas pela Europa as novas terras descobertas que eram mantidas como colônia.
Segunda fase – Iniciou-se com a revolução industrial. A riqueza era acumulada pelo comércio de produtos industrializados.
Terceira fase – A partir da segunda guerra mundial até os dias atuais, o acumulo de riqueza é gerado por grandes empresas, que visam aumento de lucros através do comércio mundial e redução de custos.
Hoje ocorrem fusões e aquisições das pequenas pelas grandes empresas fazendo quase um monopólio, sistema gerado pela globalização.

Ser contra o capitalismo, é o mesmo que não gostar da cor do céu. Você pode não concordar, mas não pode mudar o que é natural.
Ninguém inventou o capitalismo, ninguém instituiu o capitalismo, ele simplesmente se configurou como um sistema diante da evolução humana.
Grandes “pensadores” já tentaram criar outras formas sócio-econômicas como comunismo, socialismo e outros “ismos”. Alguns países conviveram com formas alternativas por anos e o final… a história conta.
Qualquer outra forma de governo é uma tentativa de implantar parâmetros ao capitalismo. O capitalismo é predominante em qualquer economia, seja comunista ou socialista.
O capitalismo é o sistema mais justo de distribuição de renda, pois da a mesma oportunidade para todos, de qualquer região ou nível social, o que não se dá, politicamente, é a distribuição de oportunidades. A renda se dá por produtividade, uma unidade produtora é uma unidade que gera renda. (entenda unidade como pessoa, cidade, comunidade).
O problema da desigualdade, principalmente no Brasil, se dá pela falta de oportunidade de produção da unidade, e isso, com certeza não é uma situação provocada pelo capitalismo.
O capitalismo não é selvagem, é a única forma moral e eficiente de reger uma economia.

criado por mateuspizetta    13:05 — Arquivado em: Economia

3/11/08

Transição econômica de 1994

O governo militar brasileiro começou a perder força no mandato de joão Figueiredo (1979 a 1985). Em 1985, pelo voto indireto, elegeu-se presidente da república Tancredo Neves que nem chegou a assumir. Dias após as eleições, por motivos de saúde, veio a falecer. Assumiu então, o vice José Sarney que governou até o fim do mandato.
A década de 80 foi marcada pela desaceleração do crescimento econômico e pelas altas taxas de inflação, que chegavam a ultrapassar 1.000% ao ano.
Em 1988, ainda no governo Sarney, foi promulgada a nova constituição brasileira.
Em 1989, ocorreu a primeira eleição direta para presidente depois de 29 anos. Foi eleito pelo povo Fernando Collor de Mello, o qual não terminou seu mandato, vindo a renunciar o cargo em 1992. Assumiu o vice Itamar Franco concluindo o mandato e como homem forte na sua gestão havia o então, ministro da fazenda Fernando Henrique Cardoso.
Neste período, o Brasil voltou a apresentar índices de crescimento no PIB, indústrias e fluxo do comércio exterior, mas ainda faltava controlar a inflação.
O ministro Fernando Henrique Cardoso em 1993 lançou um plano de governo de combate a inflação. Criou-se a URV (Unidade Referencial de Valor), um índice que atrelava o Cruzeiro (moeda nacional vigente da época) ao dólar, para que em julho de 1994 fosse implantado o Real (moeda atual). Existiram várias outras medidas tomadas pelo governo que faziam parte do plano de estabilização da economia.
Por não ser um plano imediatista, como os antigos congelamentos de preços e cortes de zero da moeda, ocorreu de forma mais concreta e solidificada.
O Brasil abriu as portas para o capital externo efetivo e especulativo, proporcionando crescimento da produção e competitividade.
A abertura do capital para empresas estrangeiras ocorreu durante o governo Collor e consolidado com o plano Real, onde empresas nacionais tiveram que se adaptar ao novo mercado, mais competitivo. As empresas nacionais para permanecerem no mercado tiveram que se atualizar ou fechavam as portas.
Em 1995, a inflação acumulada foi de 14,78%. A população de baixa renda foi a maior beneficiada com o novo cenário econômico, já que os produtos não subiam todos os dias e a moeda não se desvalorizava.
Em 1990 iniciou-se o processo de privatização das empresas estatais, tendo continuidade no governo FHC (eleito pelo povo nas eleições para presidente de 1993). Durante o governo FHC foi aprovado pelo congresso a reeleição no Brasil e nas eleições presidenciais de 1997, FHC foi reeleito ficando até 2002 no poder.
O Real passou por crise em 1998, que refletiu em uma desaceleração industrial, apresentando recuperação somente no ano 2000.

Diante da história de muitos países, o Brasil é muito jovem, diz a história, descoberto nos anos de 1500, deixou de ser colônia de Portugal, no século XVIII, apresentando curta história como nação. Se analisarmos todo desdobramento histórico do Brasil, vemos que problemas estruturais vividos hoje, se arrastam por séculos e nunca foi apresentada uma solução sólida para estes problemas. Diante de vários governos, inclusive no século XX onde tivemos até épocas de ditadura, as deficiências que a população encontra tiveram soluções poucos eficientes e poucos duradouras.
A economia Brasileira ganhou solidez a partir de 1994 com a implantação do Real onde perdura até hoje como moeda forte. Claro que, o Brasil ainda vive grandes problemas, como altos índices de pobreza, crises energéticas, falta de emprego, falta de infra-estrutura urbana entre outros e se põe, ainda, como país de terceiro mundo. Mas diante de uma situação econômica estável que vem ocorrendo apenas a 14 anos (1994 – 2008) e analisando histórias de outros países, vemos uma situação necessária e tem que ser continuada.
O grande problema para uma continuidade do sistema econômico sustentável é a classe política, que atribui muitos esforços para valores próprios e benefícios de si. Amarrando desta forma uma melhoria social econômica para a nação, principalmente para a classe geradora de renda. Políticas assistencialistas, por exemplo, causam um grande mal para o país, mas isso é tema para outra discussão.

criado por mateuspizetta    14:09 — Arquivado em: Economia
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