12/12/08

Investir na Bolsa em época de crise

 Nos últimos cinco anos, a Bolsa de Valores foi o melhor investimento financeiro do mercado. A entrada de pessoas físicas na compra e venda de ações foi intensa. No final do ano passado estes investidores representavam 21,7% dos investimentos e, em novembro deste ano 34%.
Houve um interesse grande pela valorização contínua oferecida pelo mercado neste tempo e as pessoas aprenderam a lidar com este tipo de investimento com mais naturalidade, ainda que a procura esteja longe de outras modalidades pré-fixadas, que dispõem de maior garantia e menor risco, mesmo com menos lucratividade.
A procura por cursos nesta área aumentou também, principalmente de “como investir em ações”
A partir da metade deste ano surgiu um novo cenário econômico, que para alguns especialistas é o fim do capitalismo financeiro.
Quem começou a investir na bolsa de valores nesta época, com certeza, esta receoso, imaginando para onde caminhará o mercado. Desde Julho de 2008 a Bovespa apresenta declínio no preço das ações.
Quem investe nesta modalidade sabe que é um investimento a longo prazo e que o mercado vive de incertezas. Mas agora, é boa hora de comprar ações?
Os baixos valores apresentados por estes papéis, remetem ao princípio de mercado: comprar na baixa e vender na alta. Esta afirmação continua sendo verdadeira, porém agora, é necessário ter mais cautela e não sair comprometendo a renda com compra de ações. Por enquanto não se sabe para onde caminha esta crise e qual patamar de preço atingirá estas ações. Quem comprou antes de julho, talvez perca com esta desvalorização, quem comprou depois, espera para ver.
Se você tem dinheiro para investir neste momento, prefira as blues chips e não disponha de grandes valores.

criado por mateuspizetta    13:55 — Arquivado em: Finanças

25/11/08

O Mercado e as Datas comemorativas

As melhores épocas para vendas no mercado brasileiro são as datas comemorativas como: Dia das mães, Dia dos pais, Páscoa, Dia das crianças, Natal, que aliás está chegando. O consumismo nesta época, como nas outras citadas, aumenta, e muito. Todos querem presentear algum ente, todos querem fazer festas, muda-se os hábitos alimentares, roupa nova, afinal existe algo a comemorar. E está certo, tem que comemorar mesmo, afinal, se brasileiro não comemorar as festas, vai comemorar o que?
Em um final de ano aumenta a oferta de empregos, mesmo que temporários. O giro monetário aumenta, pelos motivos já citados. O mercado se aproveita da situação para elevar preços e passada as datas colocam os produtos em promoção. Depois de tudo isso vem o balanço e o lucro é bom, mas também vem a inadimplência que vezes aumenta, vezes diminui, é sazonal.
Além das contas parceladas, o consumidor se depara no inicio do ano com alguns tributos e impostos, como o IPVA, que acaba agravando a situação financeira do cidadão. Logo chega o carnaval e quase todos querem viajar, ou seja, mais gastos. E a inadimplência continua. Quem paga a conta? O certo é quem consumiu, mas muitas vezes sobra para o lojista. As datas comemorativas aquecem o mercado e se transformam em maximização de lucro para empresários, mesmo que falte um equilíbrio entre:
Preço x demanda x pagamento efetuado, para que a euforia da véspera não se transforme em transtorno na pós-data.

criado por mateuspizetta    19:01 — Arquivado em: Finanças

3/11/08

Você sabe quanto custa o dinheiro?

Parece uma pergunta estranha, afinal, você não compra e vende notas de dinheiro, pelo menos dinheiro nacional. Bancos compram e vendem dinheiro, mas não é esta a questão.
Essa pergunta pode remeter a questões filosóficas como: custa o meu trabalho, eu suo muito para ganhar o meu dinheiro e sei quanto custa, pensamentos que não estão errados, pois cada um atribui o valor de uma conquista como se sentir gratificado.
Mas o que quero dizer é o valor efetivo da moeda. Quando você compra um produto, tem-se a noção de quanto ele custa, porque você estará fazendo uma troca: dinheiro vivo por mercadoria. Se esta mercadoria for comprada para pagar em vários meses, pode ser que ela fique mais cara, pelo motivo de serem atribuídos juros ao valor principal.
Então conclui-se que o custo do dinheiro está atrelado ao juros pagos por um período de tempo. Vamos exemplificar.

Você quer comprar uma televisão que custa R$800,00 e tem duas alternativas:
(a) Compra-la em 3 vezes a uma taxa de juros de 5% ao mês
(b) Compra-la em 5 vezes a uma taxa de juros de 10% ao mês.

A alternativa (a) é a melhor por incidir uma taxa de juro menor, consequentemente, o seu dinheiro estará sendo mais valorizado pagando juros menores. Claro que existem outros fatores, como os valores das parcelas, você vai escolher a parcela que couber no seu bolso. Neste exemplo a parcela menor é a alternativa (b), porém o dinheiro custará mais caro para você.
Em ambos os casos a televisão custará mais de R$800,00 que é o preço a vista, porém com juros menores na alternativa (a) 5%, o valor final pago será menor.
E quando for preciso fazer um financiamento no Banco, simplesmente para saldar algumas dividas? Não tem produto a ser adquirido. Neste caso usa-se a mesma medida, ou seja, a taxa de juro. Opte sempre pelo Banco que oferecer uma taxa de juro menor. Pode parecer estranho também mas, neste caso você está comprando dinheiro.
A taxa de juro é o índice percentual que remunera o dinheiro através do tempo, então, podemos dizer que: o dinheiro custa a taxa percentual adotada para financiamentos ou compra de produtos.
O mercado financeiro oferece vários índices que são usados por Bancos e lojas para atribuir este valor ao dinheiro, procure sempre o mais baixo e também sempre negocie a melhor opção para você.
Lembre-se: quando for pagar parcelado sempre pergunte: Qual é a taxa de juro?

criado por mateuspizetta    14:18 — Arquivado em: Finanças
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